10 Jul 2026

A VivaJets regressa à AEW 2026 como Patrocinadora Ouro após uma rápida expansão da frota e das rotas

A VivaJets regressa à AEW 2026 como Patrocinadora Ouro após uma rápida expansão da frota e das rotas

A VivaJets, a empresa nigeriana de aviação executiva que atuou como Parceiro Oficial de Aviação Privada na African Energy Week (AEW) 2025, regressará ao evento como Patrocinadora Ouro na AEW 2026, que decorrerá de 12 a 16 de outubro na Cidade do Cabo. Esta promoção reflete um ano de rápido crescimento para a empresa, que expandiu a sua frota, garantiu novo financiamento internacional e abriu o seu primeiro hub fora da Nigéria.

A VivaJets opera sob a égide da empresa-mãe Falcon Aerospace Limited e presta serviços de fretamento, gestão e corretagem de aeronaves a partir da sua base na Nigéria. Desde o início das operações em 2022, a empresa registou mais de 2 000 horas de voo ao serviço de clientes empresariais, governamentais e do setor energético, em rotas nacionais e internacionais. A empresa detém um Certificado de Operador Aéreo emitido pela Autoridade de Aviação Civil da Nigéria, obtido em março de 2025, e opera atualmente uma frota de quatro aeronaves, incluindo dois Bombardier Challenger 604, um Hawker 850XP e um Hawker 900XP. A CEO Erika Achum afirmou que a frota irá crescer ainda mais até ao terceiro trimestre de 2026.

O financiamento para apoiar esse crescimento surgiu rapidamente. Em outubro de 2025, a VivaJets obteve uma linha de crédito de 10 milhões de dólares da TLG Capital, sediada em Londres, estruturada em colaboração com o Wema Bank da Nigéria, no que ambas as partes descreveram como o primeiro financiamento aeronáutico estruturado a nível internacional para um operador aéreo nigeriano. Em abril de 2026, a empresa angariou mais 15 milhões de dólares e anunciou planos para abrir um centro operacional em Abidjan, alargando o seu alcance à África Ocidental francófona e posicionando-se mais perto dos mercados energéticos da Costa do Marfim, do Senegal e da bacia mais ampla do MSGBC.

A Falcon Aerospace lançou também uma joint venture, a OrientJets, em parceria com a Flybird Aircraft Management Services, sediada em Aruba, para servir rotas internacionais e reforçar a presença do grupo para além do continente.

A expansão assenta na tese de que a aviação privada em África não é um serviço de luxo, mas sim uma necessidade operacional, particularmente para o setor energético. As operações de petróleo e gás dependem do transporte de pessoal e equipamento para locais remotos em curto prazo; as delegações de investidores necessitam de acesso fiável a mercados onde as rotas comerciais são limitadas ou indiretas; e as viagens para conferências entre capitais africanas exigem frequentemente múltiplas ligações em companhias aéreas comerciais. De acordo com dados do setor, cerca de 80 % da procura de voos charter da VivaJets provém de grandes clientes empresariais e governamentais, sendo a energia um dos maiores segmentos. Na AEW 2025, a VivaJets operou voos charter diretos para a Cidade do Cabo para os delegados, colocando esta tese em prática.

«A aviação é infraestrutura para a energia africana, e a VivaJets demonstrou a rapidez com que uma empresa local pode construir o tipo de conectividade de que o setor necessita», afirma NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia. «Quando os investidores e os operadores podem atravessar fronteiras sem obstáculos, os negócios são fechados mais rapidamente e os projetos avançam.»

A VivaJets tornou-se também uma defensora ativa da reforma regulatória necessária para facilitar essa conectividade. A empresa apelou à eliminação de regimes de vistos restritivos para tripulações aéreas e à harmonização das regras de aviação em todo o continente, alinhando-se com a iniciativa do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo da União Africana, que visa liberalizar o espaço aéreo africano e reduzir o custo das viagens intra-africanas.

O crescimento da empresa — de uma startup com uma única aeronave em 2022 para uma empresa de aviação licenciada e financiada internacionalmente, com rotas em expansão por todo o continente — tornou-a um dos exemplos mais visíveis do empreendedorismo africano num setor há muito dominado por operadores estrangeiros. Na AEW 2025, Achum falou sobre o papel das PME e das startups na economia energética africana, um tema que a empresa deverá continuar a abordar no evento deste ano.

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